Quando decidi trilhar minha carreira internacional como designer, logo percebi o peso que um bom currículo de UX design carrega. Ele é o primeiro contato real entre você e a vaga dos sonhos, principalmente se quer ganhar em dólar ou euro, como tanto compartilhamos no Designer na Gringa. Minha experiência mostra que, para sair na frente, organização, clareza e linguagem direta fazem toda a diferença.
Escolha das ferramentas certas para criar o currículo
Já atendi diversos designers que cometiam o erro de montar o currículo em ferramentas de design como Figma. Não me entenda mal, adoro Figma para prototipagem, mas quando se trata de currículo, ele pode atrapalhar. Os softwares de triagem automática das empresas têm dificuldade para ler arquivos feitos nessas plataformas. Já vi ótimos profissionais sumirem no funil porque apostaram na ferramenta errada.
Recomendo com convicção: crie seu currículo em Microsoft Word ou Google Docs. Depois, exporte sempre em PDF. Simples, compatível e pronto para evitar bloqueios técnicos em processos seletivos internacionais.
Estrutura lógica: a ordem importa!
Aprendi, experimentando formatos diferentes, que uma sequência lógica aumenta a leitura do recrutador e transmite maturidade. A ordem que sempre deu resultado foi:
- Informações básicas
- Experiência
- Habilidades
- Educação
Dê prioridade à experiência, mesmo se ainda for iniciante. O campo de UX é pouco receptivo para quem tem apenas conhecimentos teóricos, então coloque qualquer estágio, trabalho voluntário, consultoria e, principalmente, projetos pessoais, se for o caso.
Informações básicas no topo: menos é mais
No topo do currículo, escolha simplicidade: nome completo, e-mail atualizado, localização (cidade e país), e link do portfólio (quando disponível). Telefone? Só se for requisito da vaga. Dica rápida: nunca encha o topo com dados pessoais detalhados. É informação direta que o recrutador busca.
Seção de experiência: método em três passos
Nessa etapa, sempre recomendo a quem atende comigo, coloque de três a quatro cargos, sendo pelo menos três ligados diretamente ao design UX. Isso vale até para quem ainda está começando: projetos academicos e pessoais contam.
Para descrever cada experiência, uso o método de brainstorming em três perguntas:
- O que existia antes do projeto ou desafio?
- Qual foi minha atuação durante a experiência?
- O que mudou após sua conclusão? Aqui entram números, métricas, ou resultados práticos.
Assim, consigo fugir do temido “responsável por” e escrevo pontos únicos, claros e embasados em resultados. Sempre começo cada ponto com um verbo de ação diferente para variar a leitura, como:
- Idealizei
- Implementei
- Colaborei
- Redesenhei
- Testeirei
- Optimizei
- Validei
Descreva o impacto. Métricas importam.
Por exemplo, no Designer na Gringa, já vi colegas melhorarem a resposta dos recrutadores ao colocar números, como: “Implementei novo fluxo de onboarding reduzindo em 40% o tempo de cadastro dos usuários”. O ponto fica direto e bem mais convincente.

Projetos pessoais como diferencial real
Sei que muitos que acompanham o Designer na Gringa perguntam se vale mesmo colocar projetos pessoais. Posso afirmar: é um grande diferencial, quando apresentado da forma certa.
Para cada projeto, trate como iniciativa independente. Resuma, em poucas linhas:
- Objetivo do projeto
- Ferramentas usadas
- Processos desenvolvidos (descoberta, prototipagem, testes...)
- Resultados atingidos, de preferência com dados ou feedbacks reais
Você mostra, assim, uma visão empreendedora. Quem lê entende que você sabe colocar ideias em prática, algo muito requisitado internacionalmente. Já vi mentorados superarem candidatos com mais anos de carreira, mas menos ousadia no currículo.
Como listar habilidades: seja copiável
Se tem algo que aprendi, é que menos pode ser mais aqui. A ideia é permitir que o recrutador leia, ou até mesmo copie e cole as suas habilidades para o sistema da empresa.
Em vez de listar tecnologias aleatórias, coloque competências diretamente ligadas a UX, espalhadas em uma linha ou duas:
Research, wireframes, prototipagem, user flows, testes de usabilidade, arquitetura de informação, Figma, Sketch, entrevistas com usuários, design thinking
Não é preciso criar uma lista gigante. Se você domina alguma ferramenta diferente, adicione delicadamente, mas sem inflar a seção.
Educação: simples, direta e localizada
Quanto à formação, não é preciso entrar em detalhes. O modelo que sempre gostei de recomendar é:
- Nome da instituição
- Cidade e país
- Ano de conclusão (ou previsão)
- Curso realizado
Só isso. Evite acrescentar tópicos estudados, projetos do curso ou médias, a menos que a vaga peça. Aproveito e compartilho mais dicas sobre transição de carreira em design no acervo de carreira do Designer na Gringa.
Ajustes visuais e formatação final
Chegou a hora que mais vejo dúvidas entre designers: como deixar o currículo bonito e, ao mesmo tempo, eficaz?
Mantenha o currículo em uma página. Use espaçamentos generosos, títulos em negrito moderado, centralize o cabeçalho e garanta que as margens fiquem proporcionais.

Evite fontes rebuscadas. Arial, Calibri ou Roboto funcionam bem. No fim, revise se tudo está claro e sem repetições. Salve em PDF, sempre. E, só então, faça a aplicação. Para mais dicas práticas, recomendo também os conteúdos do nosso programa de mentoria.
Projetos pessoais versus estágio: o que priorizar?
Essa é clássica nos atendimentos que faço: “Devo dar mais destaque a projetos pessoais ou estágios?”. Minha recomendação é misturar os dois, desde que os projetos pessoais tragam resultados reais. Já vi currículos com apenas estágios passarem despercebidos, enquanto outros, que traziam projetos autorais e dados, chamaram a atenção.
Para ver exemplos de como estruturar seções de projetos, confira este exemplo detalhado de currículo para UX no Designer na Gringa.
Conclusão: currículo de UX que conquista o mundo
Com as etapas que compartilhei, é possível criar um currículo enxuto, direto e pronto para processos internacionais. Lembre-se: experiência pesa bastante, números dão credibilidade e o visual deve ser limpo. Teste seu currículo, ajuste conforme feedbacks e mantenha sempre atualizado. Pequenos detalhes fazem total diferença para conquistar vagas fora do Brasil.
Se quiser dar o próximo passo na sua carreira global de design, recomendo buscar mais referências e cases no buscador do Designer na Gringa ou experimentar nossas masterclasses e mentorias. Dê esse passo rumo ao seu currículo vencedor e transforme sua jornada profissional em algo realmente internacional!
Perguntas frequentes sobre currículo de UX design
O que é um currículo de UX design?
Um currículo de UX design reúne informações essenciais sobre sua carreira, experiência, habilidades e formação, voltadas para o universo de design de experiência do usuário. Esse documento deve apresentar de forma simples e objetiva seu histórico profissional, processos aplicados e os impactos reais das suas soluções de UX.
Como destacar projetos no currículo de UX?
Destaque projetos especificando o cenário antes, seu papel durante e os resultados depois, sempre apoiando com dados concretos ou feedbacks relevantes. Prefira descrever cada ponto com verbos diretos e variações, mostrando como você contribuiu para o sucesso do projeto.
Quais habilidades são essenciais em UX?
As principais habilidades de UX incluem pesquisa com usuários, wireframes, prototipagem, user flows, arquitetura da informação, testes de usabilidade, design thinking e domínio de ferramentas como Figma e Sketch. Inclua somente as que realmente domina para garantir a autenticidade do currículo.
Vale a pena incluir portfólio no currículo?
Sim, incluir o link do portfólio é recomendado, pois complementa seu currículo com exemplos visuais do seu trabalho. Apenas assegure que o portfólio esteja atualizado e pronto para o mercado internacional.
Onde encontrar exemplos de currículos de UX?
Você pode acessar exemplos práticos de currículos de UX e conteúdos exclusivos no Designer na Gringa, onde compartilho dicas e modelos testados por quem já conquistou vagas no exterior.
